
Em discurso no púbico do congresso nacional, o senador Marcelo Crivella disse que respeita a condição homossexual, referente aos direitos humanos e cidadania, porém não concorda com a criminalização da homofobia, pois acredita que um indivíduo tem o direito de se expressar com bem entender em relação à identidade sexual de cada cidadão. Crivella disse que os direitos cabíveis a discriminação religiosa não podem ser os mesmos aos homossexuais. Deste modo, segundo o bispo, quem assim quiser ir às ruas e dizer o que pensa sobre os gays, lésbicas, bissexuais e travestis; nada mais é que “Liberdade de expressão”. O religioso político, diz que o homossexualismo masculino ainda é mais grave. Primeiro não existe sexualismo, nem homossexualismo. A terminação “ismo” neste caso tratava-se de doença, tal como tabagismo. Desde os anos 70, ser homossexual deixou de ser considerada enfermidade. Então, o termo correto é “Homossexualidade”. Outro fato curioso no discurso de Crivella: além de não concordar com uma lei na qual garanta o direito do homossexual acionar a justiça caso seja vítima de preconceito, resulta que o gay do gênero masculino é menos merecedor de tal beneficio. Sabemos que no Brasil os dados acerca de crimes de ódio, só aumentam principalmente os cometidos contra os cidadãos homossexuais. Levamos anos para criminalizar o racismo e tantos outros de igual ordem. Por que não criminalizar a homofobia? Quando ofendemos alguém verbalmente ou fisicamente, intuímos, sobretudo, que poderemos ser penalizados. Todavia, ao fazerem o mesmo com os gays, o agressor tem a plena certeza que não receberá nenhum tipo de punição, encorajando-o a cometer mais atos preconceituosos. É evidente que a criminalização da homofobia não irá acabar totalmente com o preconceito nutrido a ódio por parte de uma sociedade hipócrita, mas levará o homofóbico pensar duas vezes antes de cometer qualquer ato injurioso contra o homossexual. O senador Marcello Crivella, é sobrinho do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, o qual é acusado de lavagem de dinheiro ofertado pelos fiéis da congregação. O dinheiro em questão, segundo o Ministério Público de São Paulo, foi utilizado para comprar bens próprios, como: a Rede Record de Televisão, TVs em outros estados, emissoras de rádios. Também nessa investigação foi descoberta uma mansão em Campos do Jordão, interior de São Paulo. A intenção do dinheiro arrecadado nos cultos tem como destino a manutenção dos tempos (ficou apenas na intenção) e a filantropia. Filantropia? Só em 2008 TV Record recebeu da Igreja Universal 400 milhões de reais pelo horário das madrugadas da emissora. Especialistas em economia afirmam que está faixa de horário da Record vale anualmente apenas 60 milhões. Uma diferença de 340 milhões de reais. Outro fato foi o flagrante da venda dentro da Universal de um diploma supostamente assinado por Jesus Cristo. Você deve está se perguntado por que entrei neste assunto. É simples. Como concorda com Crivella, sabendo que está inserido nos atos essencialmente financeiros de uma igreja que vende diploma assinado por Jesus Cristo? Que foi beneficiado pelos votos dos fiéis desta igreja, os quais foram lobotomizados por seus dirigentes para eleger este senhor. O que faz ele acreditar que homossexuais não podem ter o direito do amparo da justiça em caso de crime de ódio? Pra frente Brasil?
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